Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Vai trabalhar, malandro!!
Cada um sabe de si e eu respeito quem deseja arduamente tornar-se rico. É um desejo comum, embora, note-se que ser rico não é necessáriamente ser-se feliz, mas como comecei por dizer a vida é de cada um. O dinheiro não traz felicidade mas ajuda-nos muito, devo também eu confessá-lo. Ajuda a satisfazer os nossos pequenos caprichos. A ganância, já me faz mais confusão, porque vem regra geral associada a algo negativo que é a inveja. Diz quem me lê que se pode ser ganancioso sem se ser invejoso e eu digo que sim, mas é raro. Por isso, quando alguém que deixou de ser das minhas relações por ter um carácter para lá de duvidoso, indaga junto de pessoas que me conhecem, se eu estou financeiramente bem, fico incrivelmente irritada. Podia pensar que estava a ser caridoso e indagar se tenho uns cobres para champagne, chantilly e morangos, mas não me cheira. Parece-me que alguém teme o facto de eu poder enriquecer, porque me viu com um relógio que parecia verdadeiro e com um vestido que parecia ser de marca, sei lá o que vai naquela cabeça. É que ao fim ao cabo, esta gente não sabe distinguir um Swatch de um Balmain, ou uma pedra preciosa de um calhau. Por isso, vou tentar ignorar o facto e beber o meu Dom Perignon descansada e em seguida mergulhar na minha piscina de notas que adquiri ao tio Patinhas e já volto. E quanto ao dito senhor, respondo com um sonoro : VAI TRABALHAR MALANDRO!

Quinta-feira, Novembro 26, 2009

Confesso que chorei a rir...
Sou uma seguidora muito recente da série Californication. Segui as sugestões de alguns conhecidos, porque a primeira vez que vi, não gostei. Porém, em relação a ela, aplica-se aquela máxima de que primeiro estranha-se, depois entranha-se. Não é para mim uma série de culto. Abusa de sexo, drogas e afins, contudo vale pelo humor que é colocado em todas as situações. Vi ontem aquele episódio em que o protagonista, escritor frustrado, cansado de usar preservativo, resolve fazer uma vasectomia. O pós-operatório é complicado. Por isso é ver o Hank, deitado de boxers no sofá com uma covete de gelo em cima das partes pudendas, quando irrompe casa adentro a vendedora imobiliária encarregue de mostrar a casa, acompanhada de uns quantos compradores.Ou quando o protagonista vai comprar um pacote de ervilhas, sai do carro e é vê-lo a colocar o pacote entre as pernas para aliviar as dores. Está demasiado cómico para não rir...
Afinal, o problema é de quem?
Venho aqui fazer uma arruada contra o politicamente correcto. Não conheço ninguém que goste de levar 'tampa', da mesma forma que não conheço ninguém que nunca tenha levado uma. Pode até ser linda de morrer, altíssima, super-magra com uns lábios dignos de uma top model, que já levou uma 'tampa'. Talvez no secundário quando ainda era um patinho feio, ou mesmo depois, quando por circunstâncias da vida, chegou no momento certo à pessoa errada, ou no momento errado à pessoa certa. No amor, como nos livros, há sempre uma errata para nos lembrar que a perfeição é um mito. Agora, só não percebo é o uso do politicamente correcto " O problema não és tu, sou eu", até porque uma 'tampa' é uma 'tampa' (ou seja, um valente pontapé no rabiosque) e dói sempre e para além disso, esta frase está longe de ser pedagógica. Sugiro que se acabem com os cuidados paliativos no terminus das relações. Abaixo a morfina para as relações moribundas! A verdade é ao contrário, ou seja, o verdadeiro problema és tu e não eu, só não te digo porque sou porreira. Se não o fosse diria: que és mais chato do que eu pensava, que só leste um livro na vida porque te emprestaram porque és um forreta do caraças. Além do que, com essa barba de três dias pareces um sem-abrigo e por tua causa já me barraram duas vezes a entrada no BBC! Na realidade, metes nojo!
Não me canso de ouvir isto...
I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognize your beauty is not just a mask
I want to exorcise the demons from your the past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart
You trick your lovers
That your wicked and divine
You may be a sinner
But your innocense is mine
Undisclosed Desires, MUSE
* o concerto está aí à porta...

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Eu e os horóscopos...

Basta andar de transportes públicos para se ser inundado por todo um leque de jornais gratuitos, que em poucas páginas nos pôem a par das principais notícias de um forma mais leve e menos densa, embora admita que possa existir menos rigor. Temos sempre uma ou outra crónica pelo meio, uma página dedicada às notícias do social e o horóscopo. Eu que não sou dada a grandes esoterismos, tenho dias que não resisto a lê-lo. Hoje, foi um deles. Ora, na previsão para o plano afectivo dizia o oráculo, não sei se de Bellini se outro qualquer que, eu iria finalmente colher os frutos do charme que tenho lançado sobre alguém. Achei curioso e ri para o jornal com um ar palerma, o que foi detectado pelo cavalheiro que estava sentado à minha frente. Disfarcei o quanto pude, mas continuei a rir-me. É que, fiquei na dúvida. Sendo eu obviamente uma mulher de um homem só, não sou mulher de um charme só. Acho até que o charme é uma coisa democrática, que se deve espalhar por aí, pelo sim pelo não. No fundo é como um casaco preto no armário, fica sempre bem. Talvez por isso e azar dos azares, fiquei sem saber quem ia morder o isco...

Terça-feira, Novembro 24, 2009

Os meus rebeldes de eleição...
Mathew Mcconaughey
Eu compreendo perfeitamente quem adore homens de fato e gravata, com botões de punho, cabelo aprumado, sapatinho que não tem um grão de pó em cima, camisa a acentar como uma luva, até porque eu também aprecio. Nalguns casos, para além do ar aprumado há algo que prende, nomeadamente, um humor acutilante salpicado por umas quantas piadas inteligentes, com dois ou três dedos de cultura pelo meio e uma pitadinha de charme. Porém tenho uma verdadeira paixão pelos rebeldes.

Josh Holloway

Vou até mais longe, perco-me descaradamente por um rebelde, tenha essa rebeldia causa ou seja mero efeito, quiçá apenas e só estilo. No meu restrito leque de rebeldes famosos destaco estes dois, o primeiro que vive em trajes menores e em cima de uma prancha de surf ou a correr no calçadão. O segundo que anda perdido numa ilha e tem um feitiozinho um pouco agreste mas que é lindo de morrer.
Também gosto de clássicos mas esses apresento numa próxima oportunidade...

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

O Patrick Dempsey e o rastreio auditivo...
Eu tenho uma amiga que afinal não é surda e digo afinal porque, ninguém acreditaria que aqueles ouvidinhos funcionavam na perfeição. No outro dia, enquanto me contava como tinha ido atrás da carrinha do rastreio auditivo para ver se as orelhinhas estavam operacionais, o que foi efectivamente certificado por testes feitos, exclamou sem mais nem que o Patrick Dempsey é mesmo giro. Queres ver que o Dempsey estava na carrinha do rastreio?- Pensei eu confusa com aquela passagem abrupta do rastreio auditivo para o galã de Anatomia de Grey e durante cerca de 60 segundos fiz uma curta-metragem no meu cérebro imaginativo. Por momentos, imaginei-me numa carrinha de rastreio auditivo e o Patrick Dempsey a perguntar-me se usava a cotonete todos os dias, ao que eu anuia com a cabeça com um sorriso tolo preso aos lábios. Não foram mais do que 60 breves segundos de delírio, porque a minha amiga entretanto esclareceu que estava no momento a ver um episódio da série de médicos e por isso passou de um assunto para o outro. Fiquei a pensar no bem que este homem faria aos nossos ouvidos se andasse por esse portugal fora a fazer rastreios auditivos...É que o facto de ele fazer bem aos olhos já esta cientificamente provado pela generalidade das mulheres, porque não os ouvidos...?
A arte de ser independente...
Ser independente é para alguns um chavão enquanto para mim é uma qualidade. Ser independente não é só viver sozinha, fazer o que se entende sem pedir instruções ou conselhos, mas uma forma de estar na vida que ultrapassa tudo isto. Passa pela emancipação emocional, que não é mais do que o poder de decidirmos as nossas vidas sentimentais em função do que sentimos, do que é bom para nós, do que nos faz sentir bem e não porque ele é um bom partido, tem um bom carro com estofos em pele e os pais têm dinheiro, ou porque é engraçado e todas as mulheres queriam sair com ele, ou porque está na idade de casar e ele é o único que até hoje se chegou à frente. A independência é a arte de resistir quando os outros sucumbem, quando se trata basicamente de felicidade e realizações pessoais. A independência é a arte de não fazer concessões quando se trata de nós, da nossa vida e do que realmente ambicionamos. Lembro-me sempre daquela frase que diz que dos fracos não reza a história. Não posso deixar de concordar.

Domingo, Novembro 22, 2009

Tragam as algemas, por favor...
Se há coisa que me deixa verdadeiramente contente é rever um qualquer filme de Pedro Almodóvar. Aquela ligeira insanidade que passa pelos seus enredos é uma verdadeira delícia. Ora, em 'De Saltos Altos' a história é mais uma vez sobre mulheres problemáticas, como não podia deixar de ser. Uma mãe famosa que abandona a filha, que mata saudades da mãe nas actuações de um transformista que a imita, que afronta a mãe casando com o seu ex-amante, casamento que por ser infeliz a leva a trair o marido ( ex-amante da mãe) com o transformista, que durante o dia é juiz de instrução criminal. O regresso da mãe desnaturada vem baralhar toda a trama, até porque o seu ex-amante e marido da filha aparece morto, cabendo ao Juiz de Instrução Criminal a investigação do caso. Por sua vez a mãe adoece gravemente, a filha descobre estar grávida do transformista enquanto está em prisão preventiva e sendo ele o juiz de instrução criminal liberta-a. A mãe acaba por assumir a morte do ex-amante. A filha descobre que o Juiz de Intrução Criminal, à noite tranformista, é o pai da criança. O juiz de instrução criminal é giro que se farta, mesmo de peruca e saltos altos...Sou só eu que acho que às vezes o crime compensa? Devo ser eu e o Pedro Almodóvar, eu na vida real, ele na ficção. Podem mandar vir as algemas e em 48 horas serei uma mulher feliz...
Há boinas com sorte...
Já me disseram que as boinas, tal como os namorados. não se emprestam. Acho até que quem o disse tem alguma sapiência mas, como não sou invejosa e depois de me pedirem com muito jeitinho e alguma insistência, lá foi ela na cabeça de outra que não a dona. No fundo para além de fazer um favor ao próximo, fiz também um favor à boina. Se ficasse comigo andava presa a uma cabeça assoberbada de trabalho e sem tempo para grandes passeios, salvo na cidade que já conhece de cor, Lisboa. Assim, sempre pode espreitar Dubrovnik e pavonear-se em Corfu. Não temo sequer que ela possa enjoar, já que é marinheira de primeira viagem, apenas que o companheiro da senhora que anda com a boina esprestada, a quem ninguém enfia o chapéu, resolva atirá-la borda fora...isso é que já não me parece bem. Esperarei por ela sã e salva algures no Cais da Rocha...

Sábado, Novembro 21, 2009

Esta mulher é de outro mundo!
A modelo alemã Heidi Klum é a mulher mais irritante do planeta e arredores. Para além de ser lindíssima, de ter filhos a toda a hora, de ser uma grávida daquelas imensas mas muito felizes, de ser casada com o Seal e de ser assídua nos desfiles da Victoria's Secret que são absolutamente extraordinários...
...ainda tem a distinta lata de, 5 semanas depois de dar à luz ao seu quarto filho, se apresentar com a figura que podemos ver nas fotos abaixo plasmadas e desfilar com um corpo de fazer inveja para a Victoria´s Secret.
Eu não sei o que ela come, ou não come, mas de facto, ela é um fenómeno, não sei se é do metabolismo, se do ginásio, se genético mas é impressionante...

Distância...
Enquanto ele tomava conta do piano religiosamente às cinco, eu estirava-me na espreguiçadeira do terraço para o ouvir. Aquela melodia envadia-me os ouvidos e tomava aos poucos conta de mim. Durante aqueles momentos fogazes, sentia a tua música de tal maneira que aos poucos convencia-me que tocavas só para mim. Estavas incomensuravelmente perto quando tocavas e irremediávelmente longe quando paravas de tocar.